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segunda-feira, 23 de maio de 2011

Cravos na pele, como evitá-los

Ele é pequeno e irritante. As mulheres o conhecem na adolescência e, daí em diante, o embate é intenso. Apesar de comum e recorrente, muitas pessoas não sabem como combater e evitar os cravos. Para ajudar nessa verdadeira “guerra” contra os pontinhos escuros que aparecem na pele, conversamos com as dermatologistas Carla Albuquerque e Alessandra Nogueira, que respondem a dez dúvidas cruéis das leitoras.

Uma limpeza adequada da pele ajuda a manter os cravos longe


1. Quais são os principais tratamentos contra os cravos? 

O mais indicado é a limpeza de pele, que consiste na remoção dos cravos. Após o processo de limpeza, é importante usar um creme retinóide, derivado da vitamina A. Essa loção tende a inibir a formação de futuros cravinhos. Existem outros tratamentos, como peelings físicos, especialmente o de cristal.

2. Existe uma maneira de evitá-los?
Sim. Manter uma limpeza diária adequada é necessário para evitar o aparecimento de cravos. Para isso, lance mão de sabonetes específicos e loções adstringentes. Remover a maquiagem também é importante, além disso, a limpeza de pele periódica é indicada.

3. Como higienizar a pele corretamente?
Pessoas com tendência a ter cravos devem optar por sabonetes para peles oleosas, que contenham ativos como o ácido salicílico ou glicólico, enxofre, entre outros ativos. Os adstringentes devem ter substâncias que ajudem a controlar a oleosidade e que estimulem a remoção celular, tais como a sulfacetamida sódica e o ácido salicílico. A dermatologista Alessandra Nogueira recomenda a linha de sabonetes Dermotivin e ressalta que, quando se trata da pele da face, o melhor produto é o sabonete em espuma.

4. De quanto em quanto tempo devo fazer limpeza de pele?
Depende muito da propensão à acne do indivíduo. Um dermatologista poderá indicar a frequência necessária de acordo com cada paciente. Mas geralmente, o acúmulo de cravos indica a necessidade da limpeza. O ideal é não esperar a situação ficar crítica.

5. Esfoliação é bom para eliminar os cravos?
A esfoliação pode ser feita desde que nenhum outro tratamento paralelo esteja sendo realizado. Contudo, ela tem efeito superficial, e não retira efetivamente o cravo da pele.

6. Por que os cravos aparecem com mais frequência no nariz?
A “zona T” (formada pela região da testa, nariz e queixo) é rica em glândulas sebáceas, que produzem mais sebo, e, por isso, a frequência de cravos aumenta.

7. Os cravos podem aparecer em outros locais do corpo?
O cravo é mais recorrente em locais que concentram as glândulas sebáceas. As principais áreas do corpo são: a região central da face, a região de tórax inferior, ombros e, às vezes, as costas.

8. Por que algumas pessoas têm mais cravos que outras?
Há pessoas com predisposição genética, e isso estimula o aparecimento de cravos. O tipo de pele também influencia, a pele oleosa é a que mais sofre com os pontinhos escuros. O uso de maquiagem e cosméticos gordurosos sem remoção adequada é problema recorrente; esses produtos podem obstruir os poros.


9. Posso tentar tirar o cravo em casa?
Retirar um cravo não é tarefa muito fácil, e ficar cutucando em casa é totalmente inadequado. Além de não tirar, você ainda pode ganhar uma cicatriz no rosto. Somente uma esteticista experiente poderá fazer a remoção dos cravos. Para isso, ela usará vapor, emolientes e outros facilitadores.

10. Pessoas com poros abertos têm mais cravos?
Geralmente quem tem poros mais abertos também apresenta oleosidade na pele e, assim, mais cravinhos. Os tratamentos indicados são laser e peeling, que estimulam o colágeno, melhoram a sustentação da pele e firmam o tecido ao redor do folículo, que consequentemente diminui de tamanho.

Fonte: uol

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Acne, o que é? Qual o tratamento?

Espinhas, cravos, acne vulgar, comedão.
O que é?
Acne vulgar ou juvenil é uma das dermatoses (doenças da pele) de maior predominância, afeta cerca de 80% dos adolescentes, mas pode persistir ou iniciar-se em idade adulta. É uma piodermite que atinge o complexo pilo-sebáceo (pêlo e glândula sebácea). Os quadros mais graves acometem o sexo masculino. Como regra, manifesta-se com intensidades moderada e discreta. Em algumas situações, a manifestação clínica é de tal intensidade que chega a repercutir estética e socialmente, acarretando sérios prejuízos psicossociais, promovendo isolamento e baixa auto-estima.
Como se desenvolve?
Existe uma predisposição genética que sofre grandes modificações por fatores hormonais raciais, ambientais, emocionais e bacterianos aumentando ou atenuando as manifestações clínicas.
Fatores da evolução
Hipercornificação ductal.
Devido a uma predisposição genética, ocorre um espessamento (hiperqueratinização) no folículo pilo-sebáceo que, associada ao sebo, forma uma massa no interior folículo. Isto gera o comedão (cravo), que pode ser aberto (cravo preto) ou fechado (cravo branco).
Aumento da atividade seborrêica (produção de sebo).
Aumento este secundário ao aumento dos hormônios androgênicos.
Micro-organismos mais envolvidos:
Propionybacterium acnes (P. acnes) e Staphylococcus epidermides
Inflamação
As bactérias atuam sobre o sebo iniciando a inflamação da pele, e formando lesões avermelhadas, doloridas e com pus.
O que se sente?
As manifestações são muito variadas podendo aparecer como:
comedões (cravos);
pápulas (constituídas de lesões arredondadas, endurecidas, eritematosas, mais altas);
pústulas, (quando se nota o pus);
nódulos (lesões profundas e duras) e abscessos.
As zonas mais comprometimentos incluem: testa, nariz, peito e costas. As lesões mais inflamadas podem doer ou coçar. No rompimento, podem drenar secreção purulenta.
Como se apresenta?
A acne pode se apresentar como acne não-inflamatória, com somente comedões e acne inflamatória. Os graus da acne?
Grau I - Acne Comedônica.
Presença predominante de comedões. Algumas pápulas e raras pústulas não alteram o grau.
Grau II - Acne Pápulo-Pustulosa.
Presença de comedões, pápulas eritematosas (avermelhadas) e pústulas.
Grau III - Acne Nódulo-Cística.
Presença de comedões, pápulas, pústulas e cistos. Pela ruptura da parede do folículo formam-se cistos.
Grau IV - Acne Conglobata
Forma mais grave do que o grau anterior. Os cistos, ao drenar, formam fístulas. ("túneis" de drenagem).
Grau V - Acne Fulminans.
Surge repentinamente acompanhado de sintomas sistêmicos (febre, leucocitose, artralgia, ...).
A conduta terapêutica é orientada pelo o grau de comprometimento.
Como se previne?


A influência da acne no comportamento da pessoa atingida é muito marcante. Procurar tratamento desde o aparecimento dos sintomas pode ser decisivo para a prevenção de cicatrizes e para melhor controle do quadro. Apoio psicológico auxilia o paciente a entender os fatos e facilitar a adesão ao tratamento.
Como se faz o diagnóstico?
O diagnóstico é clínico - a consulta médica, normalmente, é suficiente. Casos mais complexos requerem a opinião de especialista
Prognóstico.
O tratamento precoce ajuda a prevenir cicatrizes que, em muitas situações, podem ser mais preocupantes do que a própria acne.

Fonte: ABC da Saúde